25.7.11
Produtividade total dos fatores e crescimemto econômico na América Latina
10.7.11
Mudança estrutural e aumento da produtividade
28.6.11
Crescimento econômico durante o governo Lula - 2003/10
Taxa de crescimento do PIB - 2003/2010 (% ao ano)
Mundo - 3,87%
Emergentes e em Desenvolvimento - 6,75%
América Latina e Caribe - 4,07%
Brasil - 3,98%
Note-se que, excluído o Brasil do seu cômputo, a taxa de crescimento da América Latina e Caribe, entre 2003 e 2010, foi maior do que a registrada acima e, portanto, ficou ainda mais distante da taxa de crescimento brasileira.
Fonte: FMI - World Economic Outlook, Abril de 2011
18.9.10
Investimento e déficit em conta corrente
- Nos últimos 62 trimestres, observa-se clara relação positiva entre a razão investimento-PIB e o deficit externo - o investimento e o deficit externo caminham na mesma direção. Há outro fato interessante: praticamente toda vez que o investimento supera 17,5% do PIB, as importações excedem as exportações; apenas em três trimestres (desde 1995) isso não ocorreu.
- Tal fenômeno reflete a baixa poupança nacional. De 2000 para cá, a poupança bruta atingiu, em média, pouco mais de 17% do PIB, tomando-se como base os números trimestrais sazonalmente ajustados, não por acaso patamar bastante semelhante àquele a partir do qual o nível do investimento corresponde a deficit externos.
- A reduzida poupança nacional não parece resultar de um consumo privado particularmente elevado. O consumo brasileiro, em torno de 63% do PIB, além de inferior à média de Argentina, Chile, Colômbia e México, é também o menor nessa (limitada) amostra.
- A grande diferença refere-se ao consumo do governo. Em 2009, o gasto público nesse conceito atingiu pouco menos de 21% do PIB, enquanto na média daqueles países ficou em 13,6% do PIB.
- Se o governo estivesse mesmo preocupado com a evolução das contas externas, o remédio seria um programa de austeridade fiscal. Isso se traduziria em redução da demanda doméstica, permitindo a queda da Selic e a consequente depreciação cambial e redução do deficit externo.
30.8.10
Hausmann e a fantasia lulista
- "O principal problema com muitos países é que, quando as coisas começam a parecer bem, eles se tornam arrogantes. Passam a acreditar num mundo de fantasia. Só porque teve por um trimestre uma taxa de crescimento acima de 7%, o Brasil agora é a nova China e o Lula é um gênio das finanças, e todos os problemas anteriores não existem mais porque o Brasil é um país diferente. Há toda uma narrativa que tem sido criada por conta de alguns bons trimestres que pode levar a políticas macroeconômicas muito inconvenientes. Quando o Lula foi eleito, em 2002, houve uma crise econômica e ele foi muito cuidadoso. Agora, eles começaram a pensar que sabem mais e estão menos dispostos a serem cuidadosos. Estão se tornando mais ideológicos".
- "Você tem uma política macroeconômica em que o BNDES tem o pé no acelerador e o Banco Central tem o pé no freio. Essa combinação deixa a SELIC muito alta em um período em que as taxas de juros globais estão muito baixas. Isso leva os investidores a pegar dinheiro emprestado em dólares, em ienes ou em euros para colocar no Brasil, o que gera uma forte apreciação da taxa de câmbio e a possibilidade de desindustrialização".
- "A deterioração do déficit em conta-corrente indica que a expansão do gasto é mais rápida do que a expansão da produção. O efeito disso é apreciar a taxa de câmbio, desestimulando as atividades exportadoras, para liberar recursos produtivos para atender a esse boom temporário do consumo. Todas as indicações são de que as condições fiscais e a política financeira do setor público são excessivamente expansionistas. Isso vai causar prejuízo para as perspectivas de crescimento de longo prazo".
- "Lula construiu um capital político enorme, mas esse capital político não se traduziu em nenhuma reforma significativa. Ele não tem nada a mostrar em termos de ter resolvido problemas antigos relacionados à baixa taxa de poupança, ao sistema de previdência, à infraestrutura, a ter uma estrutura tributária mais normal e funcional. Apesar do seu enorme capital político, ele não foi capaz de fazer nenhuma reforma significativa como as feitas pelo antecessor dele. E, recentemente, ele tem se movido na direção contrária. A grande sorte do presidente Lula foi ter tido um ótimo antecessor . O próximo presidente do Brasil não terá a mesma sorte".
30.5.10
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio - mortalidade infantil e materna
O número de mortes de mulheres em decorrência de gravidez ou parto se reduziu de 526,3 mil, em 1980, para 342,9 mil, em 2008, conforme outro artigo no mesmo jornal.
23.5.10
Restrições ao crescimento econômico no Brasil
Economia da felicidade
20.2.10
Maior torcida de Minas (e de Belo Horizonte) (II)
O Cruzeiro venceu novamente o Atlético hoje. Nos últimos 12 jogos, derrotou a patética competição local 9 vezes e perdeu apenas 1 vez, com o time reserva.
O melhor time de Minas possui também a maior torcida. Em Belo Horizonte, 43% da população torcem pelo Cruzeiro e 30% pertencem à definhante torcida adversária. Em Minas Gerais, a torcida do Cruzeiro é duas vezes maior do que a definhante - 31% contra 15%. Os dados são de pesquisa do Data Folha, realizada entre 14 e 18 de dezembro de 2009.
(As flanelinhas da foto representam um agradecimento ao Atlético por ter guardado a vaga do Cruzeiro na Copa Libertadores 2010, durante todo o campeonato brasileiro do ano passado).
Política macroeconômica depois da Grande Recessão
17.1.10
A crise financeira americana, segundo Bernanke
Além disso, não há, segundo Bernanke, relação econômica e estatisticamente significativa entre o grau de acomodação da política monetária e a apreciação real dos imóveis, quando se examina a evidência para 20 países desenvolvidos, entre 2002 e 2006. O aumento real do preço dos imóveis, nesta amostra de países, está associado, em parte, à entrada de capital estrangeiro, o que seria consistente com a hipótese de excesso de poupança na economia mundial ("savings glut"), proposta anteriormente pelo próprio Bernanke.
Para Bernanke, a bolha no mercado imobiliário se deveu a falhas na regulação e supervisão do sistema financeiro, não a erros na condução da política monetária.
30.12.09
22.11.09
Ajuda econômica internacional
2.11.09
Avanços da escolaridade no Brasil
Da coluna de Naércio Menezes, no Valor Econômico deste fim de semana:
- "A figura acima mostra que a porcentagem de jovens que, aos 22 anos de idade, tinha concluído apenas alguma série do ensino fundamental era de 60% em 1998 e declinou para 30% em 2008. A parcela de jovens que atinge o ensino médio passou de 30% para 50%, enquanto a parcela que chega ao ensino superior está perto de 20%, ou seja, dobrou nos últimos 10 anos. Analisar o perfil educacional dos mais jovens é importante porque as mudanças na margem antecipam o que acontecerá com os trabalhadores do país no futuro, quando esses jovens forem incorporados ao mercado de trabalho, se o ritmo da evolução educacional permanecer o mesmo".
- "Ainda há muito a ser feito, em termos de acesso à educação no Brasil. Somente 55% dos nossos jovens entre 25 e 29 anos de idade completam pelo menos o ensino médio. Nos EUA, essa porcentagem atualmente é de 90%. Ela era 55% em 1950, ou seja, estamos 58 anos atrasados. Com relação ao ensino superior, 30% da população americana acima de 25 anos de idade hoje tem ensino superior, enquanto no Brasil esse índice ainda é de 10%".
- "Em termos salariais, continua valendo a pena estudar, apesar da entrada maciça de jovens mais educados no mercado de trabalho. Entre os empregados, o salário médio dos que pararam de estudar em alguma série do ensino fundamental dobrou nos últimos 10 anos, passando de R$ 305 para R$ 605, como resultado dos aumentos reais de salário mínimo. O salário médio das pessoas que concluíram o ensino médio aumentou 48% no mesmo período, enquanto a remuneração dos formados no ensino superior aumentou só 35%. Mesmo assim, quem completa o ensino superior hoje no Brasil recebe, em média, R$ 2.500, cerca de 4 vezes mais do que quem parou de estudar no ensino fundamental. Já a diferença salarial entre quem completa o ensino médio e quem tem somente o ensino fundamental é de 59%".
1.11.09
Crise financeira internacional de 2008
Alan Greenspan. The roots of the mortgage crisis.
Alan Greenspan. The Fed didn’t cause the housing bubble.
Barry Eichengreen. The last temptation of risk.
Dani Rodrik. Who killed Wall Street.
Guido Tabellini. Lessons for the future: ideas and rules for the world in the aftermath of the storm.
John Taylor. How government created the financial crisis.
Martin Wolf. Financial globalisation, growth and asset prices.
Robert Frank. Pursuit of an edge, in steroids or stocks.
Robert Frank. Flaw in free markets: humans.
Robert Shiller. How a bubble stayed under the radar.
Tyler Cowen. Three trends and a train wreck.
29.8.09
Valorização da taxa de câmbio - a doença brasileira
"O nível do câmbio está muito associado ao nível de poupança do país. Países que poupam pouco, como o Brasil (no primeiro trimestre, foram apenas 11,1% do PIB), tendem a ter um câmbio mais valorizado. A China, que poupa cerca de metade do PIB, tem facilidade para ter uma taxa de câmbio desvalorizada. Assim, a melhor opção para o Brasil ter uma moeda mais competitiva seria aumentar o nível de poupança pública, o que passa pela contenção de gastos públicos".
Educação básica no Brasil
- Enquanto apenas 30% da população com 25 anos a 64 anos de idade completou o ensino médio no Brasil, o percentual atinge 88% nos Estados Unidos, 83% na Alemanha, 77% na Coréia do Sul e 50% na Espanha e Chile.
- Comparando-se esse indicador para os grupos etários de 25 a 34 anos (os jovens de hoje) e de 55 a 64 anos (os jovens de três décadas atrás), verifica-se que, na Espanha, no grupo de 55 a 64 anos, apenas 27% têm ensino médio completo, ao passo que entre os mais jovens (25 a 34 anos) o percentual atinge 64%. No Chile, tais porcentagens são de 32% e 64%, respectivamente. Na Coréia do Sul, não apenas os mais idosos têm níveis de educação similares aos dos jovens de hoje no Brasil (37%), mas o percentual de jovens que concluiu o ensino médio atingiu 97%. No Brasil, as mesmas percentagens correspondem a 11% e 38%, uma diferença de 27%, bem menor do que os 60% de diferença da Coréia do Sul.
2.8.09
Redução da criminalidade
Em artigo em The New York Times, também publicado hoje, estes e outros fatores são mencionados como explicação para a queda rápida e generalizada das taxas de criminalidade nos Estados Unidos, mas a conclusão é que não se sabe ao certo o que está por trás desta tendencia.
26.7.09
Investimento e déficit em conta corrente

- "Superávits em conta corrente estão associados no Brasil a menor investimento, como mostra a evolução trimestral da conta corrente como proporção do PIB e da taxa de investimento (a preços de 2000), desde 1995".
- "Para acelerar o crescimento, é preciso, portanto, aceitar déficits em conta corrente. Isto somente não ocorreria se houvesse uma elevação da poupança nacional, mas não há indicação de que a atual política econômica esteja levando a esse resultado. O Brasil poupa menos de 20% do PIB - no primeiro trimestre de 2009, apenas 11,1% do PIB. Com uma conta corrente deficitária, o país absorve poupança externa, que complementa a baixa poupança nacional".
- "O consumo das famílias na China atualmente é de 35% do PIB, muito mais baixo do que o consumo em relação ao PIB no Brasil (superior a 60%). A China poupa 50% do PIB, o que lhe permite manter superávits na conta corrente e taxas muito elevadas de crescimento. Se o Brasil quiser seguir este modelo, terá que elevar a poupança nacional, o que significa, entre outras coisas, que o governo tem de parar de aumentar os gastos de custeio e de consumo, elevando os investimentos".
25.7.09
Causas da redução do coeficiente de Gini no Brasil
Em artigo da serie One Pager, publicada pelo International Policy Centre for Inclusive Growth, Degol Hailu e Sergei Soares atribuem um terço desta queda a melhoras na educação, verificadas desde o início dos anos 90 e decorrentes da universalização do acesso ao ensino primário e da redução das taxas de repetência.
Outro terço da redução do coeficiente de Gini seria explicado, segundo os autores, pelos vários programas de transferência de renda instituídos no Brasil, nos últimos 15 anos.
28.6.09
Fatos estilizados do crescimento
- "Fluxos crescentes de bens, recursos financeiros, pessoas e idéias têm aumentado a extensão do mercado para trabalhadores e consumidores".
- "Há milhares de anos, o crescimento da população e da renda per capita tem se acelerado, passando de praticamente zero para as taxas relativamente altas observadas no último século".
- "A variação nas taxas de crescimento da renda per capita aumenta com a distancia em relação à fronteira tecnológica".
- "Diferenças na quantidade de insumos explicam menos da metade das grandes diferenças de renda per capita entre os países".
- "O capital humano por trabalhador está crescendo rapidamente em todo o mundo".
- "A quantidade crescente de capital humano em relação ao trabalho não qualificado não tem sido acompanhada por um declínio sustentado no seu preço relativo".
12.6.09
Frase do dia
"Um erro comum é tomar altas taxas de crescimento como medida de sucesso, tendo em vista que o crescimento surge e desaparece misteriosamente. Os fracassos de ontem no que diz respeito ao crescimento (por exemplo, a Índia) são os sucessos de hoje, enquanto os sucessos de ontem (por exemplo, o Brasil) são os fracassos de hoje. A maior parte desta volatilidade é inexplicável e imprevisível. Conceder crédito a quem quer que seja o líder que esteja no poder durante um surto de crescimento é apenas raciocínio circular - como sabemos que ele é um grande líder? porque houve crescimento elevado" (William Easterly, Financial Times - 28 de maio de 2008).
31.5.09
História e desenvolvimento econômico
17.5.09
Causas da Grande Moderação
Para alguns economistas, este teria sido o resultado de avanços na condução da política econômica, em particular da política monetária. Virginia Postrel apresenta outras interpretações, neste artigo em The Atlantic.
A crise financeira americana, segundo Posner
22.3.09
Greenspan (se) explica (II)
Alan Greenspan se defende neste artigo, também no WSJ.
21.3.09
De quem é a culpa
15.2.09
Alavancagem (II)
"A causa principal do colapso do sistema financeiro global reside na queda abrupta dos valores dos bens. O efeito da queda nos preços dos ativos é multiplicado pela alavancagem que existia nos balanços dos grandes bancos. Em muitos casos, o valor total dos ativos era 25 ou 30 vezes maior do que o capital. Uma perda média de 3% nos ativos, num banco alavancado 30 vezes, resulta na perda de 90% do capital. Essa alavancagem excessiva resultou em grandes perdas, que, por sua vez, levaram à insolvência de muitas das maiores instituições financeiras em várias economias" (Flávio Bartman, em entrevista publicada na Folha de São Paulo - edição de 7 de fevereiro de 2009).
31.1.09
A crise financeira americana, segundo Taylor
2.1.09
Distribuição de felicidade
A crise econômica atual pode ter mudado este quadro? O mais provável é que não, de acordo com Sonja Lyubomirsky, em artigo também publicado no NYT, em dezembro.
31.12.08
Conversas com economistas - Romers e Rogoff
A lista de entrevistados inclui Arrow, Bernanke, Blinder, Buchanan, Friedman, Harberger, Lucas, Prescott, Sargent, Stigler, Stiglitz e Tobin, entre outros.
Nas duas últimas edições da revista, foram entrevistados Cristina e David Romer e Keneth Rogoff.
27.12.08
Pluralismo acadêmico
"Saudar a existência de visões divergentes não é o mesmo que dizer que qualquer coisa vale. Há uma diferença entre aceitar que possa haver interpretações alternativas da mesma evidência e respeitar um ponto de vista para o qual não existe evidência simplesmente porque alguém o defende".
Bolsa- Família e educação
"10,6 milhões de brasileiros receberam recursos do Bolsa Família em outubro de 2008. Se considerarmos um número médio de quatro pessoas por família, isto significa que cerca de 42 milhões de pessoas estão sendo beneficiadas pelo programa, ou seja, 22% da população brasileira. O custo do programa é baixo, em torno de R$ 832 milhões mensais, ou R$ 80 por família. Vários estudos já mostraram que o Bolsa Família tende a reduzir a desigualdade e a pobreza extrema. Além disto, sabe-se que seus impactos na oferta de trabalho são praticamente inexistentes, ou seja, que as pessoas não deixam de trabalhar porque recebem os benefícios do programa. Parece que, pelo contrário, muitas mães começam a trabalhar quando seus filhos voltam a freqüentar a escola, que é uma das exigências do programa. Mas é importante ressaltar que a maior parte da redução da desigualdade observada entre 2001 e 2007 decorreu do progresso educacional observado na década passada e não do programa Bolsa Família. Além disto, para que a pobreza seja reduzida no longo prazo, é imprescindível melhorar a qualidade da escola pública, para que os filhos das famílias pobres de hoje possam ingressar no mercado de trabalho com um emprego decente no futuro".
26.12.08
Deflação
Quando sinais de deflação surgiram na economia americana em meados de 2003, The New York Times publicou artigos de Virginia Postrel, Hal Varian e Jacek Rostowski, respondendo a estas perguntas.
25.12.08
Alavancagem (I)
Em defesa da torre de marfim
Você pode se informar sobre Fish e suas idéias aqui.
30.11.08
População em idade ativa
Transição demográfica no Brasil (II)
Abaixo são reproduzidas as principais conclusões do estudo:
- A população do Brasil é hoje de 189,6 milhões de pessoas (crescimento de 1,05% em 2008) e alcançará o pico de 219,1 milhões em 2039, passando a declinar a partir daí.
- A taxa de fecundidade total já se encontra abaixo do nível de reposição das gerações, tendo chegado a 1,95 em 2007. Estimada em 1,86 em 2008, a fecundidade deverá se estabilizar no nível de 1,5 filhos por mulher em idade fértil a partir de 2028.
- A participação da população em idade ativa (15 a 64 anos) na população total, que correspondia a 57,7% em 1980, alcancará o pico de 71% em 2022, passando, então, a declinar em consequência do aumento da proporção de idosos na população total.
- Metade dos residentes no Brasil tinha menos de 20,2 anos em 1980. Com o envelhecimento da população, a idade mediana será de 28,8 anos em 2010 e de 39,9 anos em 2035.
- A expectativa de vida ao nascer era de apenas 45,5 anos em 1940, chegou a 72,7 anos em 2008 e alcançará 81,3 anos em 2050 (ainda inferior à do Japão atual - 82,6 anos).
- A expectativa de vida no Brasil poderia hoje ser 2 ou 3 anos mais elevada, não fosse o efeito da morte prematura de jovens, em decorrência da violência.
- A taxa de mortalidade infantil (crianças de menos de 1 ano) era de 100 por mil em 1970 e de 46,9 por mil em 1990, encontrando-se atualmente no patamar de 23,3 por mil (Argentina = 13,4 por mil). O valor projetado para 2015 é de 18,2 por mil, superior ao valor de 15,6 por mil correspondente à Meta do Milênio, no caso brasileiro.
Sobre a transição demográfica no Brasil, ver também esta postagem anterior.
27.11.08
Atlético rebaixado - terceiro aniversário
9.11.08
O boom de Lula (II)
"Em 2004-08, o PIB deve crescer 4,6% ao ano, quase o dobro dos 2,4% da década anterior. A expansão do crédito foi um traço marcante desse ciclo. Nos cinco anos até setembro, o crédito bancário saltou de 23,4% para 39,1% do PIB; o spread de juros nas operações com pessoas físicas caiu de 52,1% para 38,6% (batendo em 31,9% em dezembro de 2007, antes da alta do IOF), enquanto o prazo médio dessas operações subiu de 291 para 480 dias. Um dos pilares do boom de financiamento foi o fortalecimento da segurança jurídica. A criação do patrimônio de afetação, do crédito consignado e da alienação fiduciária de imóveis (em adição à já existente para veículos) deu mais confiança aos credores. Isso se refletiu no custo e disponibilidade de financiamento".
Crescimento (falta de) - educação (VIII)
De acordo com dados da PNAD 2007, a média nacional de anos de estudo no Brasil está em 7,3, com acentuadas disparidades regionais (6 no Nordeste, 8 no Sudeste). Houve ganho de pouco mais de 1 mês de escolaridade entre 2006 e 2007 e de 1 ano e meio, se considerada a década completa. Nesse ritmo, os 8 anos de escolaridade média só serão alcançados em 2012 e os 11 anos apenas em 2033 (Folha de São Paulo, edição de 16 de outubro).
8.11.08
Causas da Grande Depressão (III)
"Além das equivocadas ações do Federal Reserve, dois erros de política econômica agravaram e prolongaram a Grande Depressão. O primeiro foi a Lei Smoot-Hawley, de 1930, que impôs tarifas a mais de 20 mil mercadorias e deflagrou uma guerra comercial que reduziu em aproximadamente um terço o comércio mundial. O segundo foi a rápida expansão da sindicalização na esteira da Lei de Recuperação da Indústria Nacional (NIRA) e da Lei Nacional de Relações Trabalhistas (NLRA). Um estudo de Lee Ohanian e Harold Cole, professores da Universidade da California - Los Angeles, verificou que 60% da diferença entre a produção real e sua tendência de longo prazo durante a Grande Depressão deveu-se à NIRA e à NLRA. A cartelização, ou aumento coordenado de preços pelas empresas, que Franklin Roosevelt permitiu depois que os sindicatos organizassem determinado setor, desempenhou um papel no aprofundamento da Depressão. Mas talvez o componente negativo crucial tenha sido o enorme crescimento da sindicalização, de 13% da força de trabalho em 1935 para 29% em 1939. Com a crescente sindicalização, dobrou o número de greves e aumentou sua eficácia, porque as novas regras permitiram que os trabalhadores empregassem táticas que paralisavam fábricas".
6.11.08
Para entender as divergências entre economistas (II)
Entradas anteriores nesta serie foram reunidas aqui.





