29.9.12

Distribuição geográfica do PIB mundial - 2011 (II) - Ranking dos países



A tabela acima mostra a participação das 10 maiores economias nacionais no PIB mundial (um clique do mouse sobre a tabela permitirá melhor visualização).

Os 10 países listados respondem por 62% do PIB e 52% da população mundial.

A economia americana sozinha concentra 18,6% do PIB global, apresentando uma renda per capita 4,1 vezes maior do que a média mundial.

China e Índia, apesar de responderem juntas por 19,6% do PIB mundial, são países bastante pobres, com rendas per capita correspondentes a 17,5% e 7,6%, respectivamente, da renda dos Estados Unidos.

O grupo de grandes economias desenvolvidas formado por Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália tem renda per capita no intervalo entre 64% e 80% da renda americana.

O Brasil é um país de renda média. Respondendo por perto de 2,8% tanto do PIB como da população mundial, possui uma renda per capita igual à média dos 182 países pesquisados e equivalente a 24,2% da renda americana.

As informações sobre PIB e população em que se baseia a tabela foram produzidas pelo Banco Mundial.

18.9.12

Distribuição geográfica do PIB mundial - 2011 (I)


A tabela acima foi construída a partir de informações do Banco Mundial sobre o PIB e a população de 182 países, em 2011 (um clique do mouse sobre a tabela permitirá visualização adequada).

As estimativas para o valor em dólares do PIB dos países foram obtidas através de taxas de câmbio baseadas no conceito de paridade do poder de compra (PPC). Taxas de câmbio PPC, por atribuírem ao dólar o mesmo poder de compra em todos os países, possibilitam que se compare de maneira apropriada o produto de diferentes economias nacionais.

O PIB mundial alcançou o valor de 81,2 trilhões de dólares em 2011.

O PIB per capita mundial, dada a população de 7 bilhões de pessoas, foi de 11.640 dólares, naquele ano.

Os países de alta renda concentram 54% da produção mundial e abrigam apenas 16% da população. Os países de renda baixa e média, onde residem 84% da população mundial, respondem por apenas 46% do produto.

A renda per capita dos Estados Unidos é 4 vezes maior do que a renda média mundial e 21 vezes maior do que a renda média da África Sub-Sahariana, a região mais pobre do planeta.

A América Latina e Caribe tem renda per capita próxima da renda média mundial.

8.5.12

Deflação

Desde o início da crise financeira internacional em 2008, os Bancos Centrais das economias desenvolvidas estão empenhados em evitar que a deflação, ou seja, uma queda generalizada de preços, se estabeleça, em decorrência da insuficiência de demanda agregada.

Por que uma deflação causada pela insuficiência de demanda é considerada indesejável? O principal motivo é que a deflação pode provocar novas reduções da demanda agregada, agravando a recessão e mesmo levando a economia a uma depressão.

A deflação pode causar redução da demanda agregada através dos seguintes canais:

1. Se os consumidores esperam uma queda futura de preços, podem adiar suas compras, reduzindo o gasto em consumo.

2. A redução dos salários pode afetar a confiança das famílias e, portanto, de novo, a sua propensão a consumir.

3. Quando a taxa de juros nominal alcança o seu limite inferior, ou seja, chega a zero, a deflação pode causar um aumento da taxa de juros real, o que induzirá a redução dos gastos em consumo e investimento e das exportações líquidas.

4. A deflação aumenta a dívida das famílias e empresas em termos reais, o que pode levar a queda das despesas de consumo e investimento.

5. Se, em decorrência do aumento da taxa de juros real e do valor das suas dívidas, em um contexto já recessivo, a inadimplência de famílias e empresas aumenta, uma crise financeira pode ocorrer. A consequente redução do crédito provocará queda da demanda agregada.

6. A compressão dos lucros, decorrente da queda dos preços, combinada com o aumento da taxa de juros real, pode causar um colapso do gasto em investimento das empresas.

23.4.12

Variação nos termos de troca e taxa de crescimento do PIB no Brasil


Nas análises sobre crescimento, convém ter sempre em mente o alerta de Easterly, Kremer, Pritchett e Summers (1993):

"Com algumas poucas e famosas exceções, os mesmos países não são bem sucedidos período após período; os países costumam ser 'histórias de sucesso', em um período, e fracassos, no período seguinte".

Easterly, Kremer, Pritchett e Summers  (1993) sugerem que boa parte desta variância das taxas de crescimento pode ser explicada por choques relacionados com os termos de troca. Quando variáveis medindo tais choques são acrescentadas a equações de crescimento do tipo Barro, elas apresetam um elevado poder explicativo. O fato de que estes choques apresentam, eles próprios, uma persistência reduzida é apontado como uma evidência a mais de sua relevância para a explicação das (também pouco persistentes) taxas de crescimento.

O gráfico acima mostra a estreita conexão entre a variação nos termos de troca e a taxa de crescimento do PIB no Brasil, durante o período 1995/2011. O coeficiente de correlação simples entre as duas variáveis é 0,71. A regressão sugere que um aumento de 10% nos termos de troca está associado a um aumento absoluto de 2,5 pontos percentuais na taxa de crescimento do PIB.

O índice dos termos de troca com o exterior se elevou em 36,7%, entre 2004 e 2011, e certamente contribuiu para a aceleração do crescimento, verificada naqueles anos. Estes ganhos, entretanto, provavelmente tenderão doravante a ser revertidos, pelo menos em parte.


Referência: Easterly, W.; M. Kremer; L. Pritchett e L. Summers (1993). Good policy or good luck? Country growth performance and temporary shocks, Journal of Monetary Economics 32, p. 459-483.

24.2.12

Evolução da produtividade do trabalho no Brasil - 1950 / 2010


Produto por hora (US$ de 2011) - 1950 / 2010

A produtividade do trabalho triplicou no Brasil, entre 1950 e 1980, elevando-se de 3,04 dólares por hora para 9,09 dólares por hora (preços de 2011), de acordo com as estimativas da Total Economy Database. A partir de 1980, a produtividade do trabalho declina, tendo a média do período 1981-1994 alcançado 8,27 dólares por hora. Apenas em 1995, a produtividade do trabalho retornaria ao nível atingido em 1980, elevando-se, a partir daí, a uma taxa média anual de 0,76%, entre 1995 e 2003, e de 1,69%, entre 2004 e 2010, alcançando 10,59 dólares, neste último ano.