26.5.20

Efeitos macroeconômicos da redução do poder de barganha dos trabalhadores

O declínio do poder de barganha dos trabalhadores foi possivelmente a mais importante mudança estrutural ocorrida na economia americana, nas últimas quatro décadas, e oferece uma explicação unificada para diversos fenômenos observados neste período, como a estagnação dos salários, a redução da participação do fator trabalho na renda, o aumento dos mark ups, da lucratividade média das empresas e do Q de Tobin e a queda da inflação e do desemprego. Este é o argumento apresentado em Working Paper da NBER, de autoria de Ana Stansbury e Lawrence Summer, publicado nesta semana.

3.5.20

Escola Austríaca

Resenha do livro “The Long Shadow of the Austrian School”, por Edward Chancellor, publicada na New York Review of Books, pode ser lida aquiA “Escola Austríaca”, no livro, inclui não apenas os suspeitos habituais Hayek e von Mises, mas também Menger, Bohm-Bawerk, Schumpeter, Harberler. Gerschenkron e Morgenstern.

27.4.20

Como reduzir o impacto dos gastos com a pandemia sobre a dívida pública

Uma alternativa ao financiamento direto pelo Banco Central dos gastos do Tesouro com a pandemia do COVID-19, envolvendo redução da taxa SELIC, venda de uma fração das reservas internacionais e a autorização para o Banco Central receber depósitos voluntários remunerados das instituições financeiras, é sugerida por Ailton Braga, neste artigo publicado no Valor – edição de 24 de abril.

12.4.20

Dinheiro de helicóptero - porque, no Brasil, não

Argumentos contrários ao financiamento do Tesouro pelo Banco Central, pelo menos no caso do Brasil, apresentados por Márcio Garcia e Marcos Mendes, na Folha de São Paulo, e por Eduardo Zilberman, no Valor.

22.3.20

Como enfrentar a crise econômica do COVID 19

Richard Baldwin e Beatrice di Mauro organizaram este e-book, publicado pelo CEPR e Vox-EU, com contribuições de Charles Wyplosz, Gita Gopinath, Olivier Blanchard, Alberto Alesina, Jordi Gali e outros economistas eminentes, sobre como enfrentar a crise econômica causada pela pandemia do COVID 19.

3.3.20

Demografia e crescimento econômico

Demografia não é destino, mas, de acordo com David Bloom, professor de economia e demografia na Universidade Harvard, determina muitas das oportunidades e desafios com que as sociedades se defrontam. Os efeitos das mudanças em curso, mundo afora, nas taxas de crescimento demográfico, de fecundidade e mortalidade e na estrutura etária da população são analisados por ele, neste artigo publicado em Finance & Development.

7.1.20

A política monetária no século XXI, segundo Bernanke

Em seu discurso presidencial, na reunião anual da American Economic Association, Ben Bernanke analisou o que seria a “política monetária do século XXI”, com foco na questão de como preservar a eficácia da política monetária, quando a taxa de juros nominal alcança o seu piso de 0%.

Se a taxa de juros nominal neutra, nos Estados Unidos, se situar no intervalo de 2% – 3%, como parece ser o caso, uma combinação de afrouxamento quantitativo e orientação futura seria suficiente, segundo Bernanke, para compensar a restrição à política monetária imposta pelo piso de 0% da taxa de juros nominal (ZLB). 

Se a taxa de juros nominal neutra for inferior a 2%, a par da utilização daqueles dois instrumentos de política, seriam também necessários um aumento da meta de inflação dos atuais 2% para 4% - 5% e uma expansão fiscal, para manter a taxa de inflação em torno da meta e a taxa de desemprego em torno da taxa natural, quando a economia estiver no ZLB.

P.S. Para uma visão mais cética com relação à potência da política monetária, no contexto atual das economias desenvolvidas, ver The Economist - edição de 11/01/2020.