Crescimento da população em idade
ativa (15 a 64 anos) no Brasil - % ao ano
1980 / 1990 - 2,6%
1990 / 2000 - 2,3%
2000 / 2010 - 1,6%
2010 / 2020 - 1,2%
2020 / 2030 - 0,3%
Fonte: IBGE
"Os custos de mão de obra industrial no Brasil subiram 24% em 2010, para US$ 10,08 a hora, puxados pela valorização do câmbio e aumento real de salários, mostram estatísticas compiladas pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, que comparam 34 das mais importantes economias industriais do mundo. Ainda assim, o Brasil tem custo de mão de obra industrial maior que apenas 6 dos países incluídos na amostra, entre eles a Polônia (US$ 8,01 a hora) e o México (US$ 6,23). O custo mais baixo é nas Filipinas, com US$ 1,90 a hora. Por deficiências estatísticas, o levantamento não inclui Índia e China, mas as indicações são de que nesses países os custos são bem mais baixos do que no Brasil. O custo mais alto de mão de obra é o da Noruega, com US$ 57,53 por hora, num conceito que inclui salários pagos aos trabalhadores e benefícios. Nos Estados Unidos, o custo médio é de US$ 34,74 a hora, o que representa mais de três vezes o custo de produzir no Brasil. A Argentina tem custo pouco mais alto que o Brasil, com US$ 12,66 a hora".
"De acordo com dados do Censo da Educação Superior de 2010, o número de alunos em algum curso de graduação já soma 6,4 milhões de estudantes, no Brasil. Em uma década, a alta foi de 110%. Entretanto, nossa taxa de escolarização bruta no ensino superior (a relação entre o número de alunos matriculados e a população de 18 a 24 anos) é de 36% (dados de 2009), praticamente a mesma do Paraguai (37%) e bem abaixo dos 59% do Chile ou 69% da Argentina. Quando a comparação é com os países desenvolvidos, o fosso se aprofunda. Na Espanha, são 73%, nos EUA, 89% e, na Finlândia, 92%".
| Hiato de renda Brasil - Estados Unidos 2010 (US$ 2011) | ||
| Variável | Brasil | Estados Unidos |
| PIB (Y) | US$ 1,968 trilhões | US$ 14,723 trilhões |
| População (POP) | 201,1 milhões | 308,9 milhões |
| Horas trabalhadas (h) | 185,9 bilhões | 238,4 bilhões |
| Emprego | 101 milhões | 140,7 milhões |
| Y/POP | US$ 9.787 | US$ 47.663 |
| Y/h | US$ 10,59 | US$ 61,75 |
| h/L | 1841 horas | 1.695 horas |
| L/POP | 0,5 | 0,45 |
"O nível do câmbio está muito associado ao nível de poupança do país. Países que poupam pouco, como o Brasil (no primeiro trimestre, foram apenas 11,1% do PIB), tendem a ter um câmbio mais valorizado. A China, que poupa cerca de metade do PIB, tem facilidade para ter uma taxa de câmbio desvalorizada. Assim, a melhor opção para o Brasil ter uma moeda mais competitiva seria aumentar o nível de poupança pública, o que passa pela contenção de gastos públicos".

"Um erro comum é tomar altas taxas de crescimento como medida de sucesso, tendo em vista que o crescimento surge e desaparece misteriosamente. Os fracassos de ontem no que diz respeito ao crescimento (por exemplo, a Índia) são os sucessos de hoje, enquanto os sucessos de ontem (por exemplo, o Brasil) são os fracassos de hoje. A maior parte desta volatilidade é inexplicável e imprevisível. Conceder crédito a quem quer que seja o líder que esteja no poder durante um surto de crescimento é apenas raciocínio circular - como sabemos que ele é um grande líder? porque houve crescimento elevado" (William Easterly, Financial Times - 28 de maio de 2008).
"A causa principal do colapso do sistema financeiro global reside na queda abrupta dos valores dos bens. O efeito da queda nos preços dos ativos é multiplicado pela alavancagem que existia nos balanços dos grandes bancos. Em muitos casos, o valor total dos ativos era 25 ou 30 vezes maior do que o capital. Uma perda média de 3% nos ativos, num banco alavancado 30 vezes, resulta na perda de 90% do capital. Essa alavancagem excessiva resultou em grandes perdas, que, por sua vez, levaram à insolvência de muitas das maiores instituições financeiras em várias economias" (Flávio Bartman, em entrevista publicada na Folha de São Paulo - edição de 7 de fevereiro de 2009).
"Saudar a existência de visões divergentes não é o mesmo que dizer que qualquer coisa vale. Há uma diferença entre aceitar que possa haver interpretações alternativas da mesma evidência e respeitar um ponto de vista para o qual não existe evidência simplesmente porque alguém o defende".